Município

Porto Alegre

Faixa de maturidade: Estágio intermediário · Média operacional 65.2/100 · Atenção #45

Financiamento: 37.0Governança: 76.6Políticas públicas: 68.8

Fonte no painel oficial: rs-porto-alegre

Fila de atenção

Por que Porto Alegre está aqui?

Posição #45 de 51 entes do Painel · índice de prioridade 20.5

Porto Alegre aparece na posição #45 porque apresentou necessidade 0 em exposição climática (G3), 33 em vulnerabilidade (G6) e 44 em capacidade de resposta (P5), segundo os indicadores do Painel ClimaBrasil. O índice é um sinalizador de necessidade potencial de atenção — não uma sentença de justiça climática.

  • G3

    Exposição / gestão de riscos

    0

    necessidade · peso 45% · maturidade 100

  • G6

    Vulnerabilidade e equidade

    33

    necessidade · peso 35% · maturidade 67

  • P5

    Capacidade de resposta

    44

    necessidade · peso 20% · maturidade 56

G3 × 45%G6 × 35%P5 × 20%

Fonte exclusiva desta posição: indicadores do Painel ClimaBrasil. Não criamos dado novo — aplicamos uma regra transparente aos componentes selecionados.

O que o Painel já mostra

Diagnóstico a partir dos indicadores-chave

Recorte direto da base oficial do Climathon para Porto Alegre.

Indicadores de risco, vulnerabilidade, participação, equidade e financiamento
IndicadorSituação
G3A: Mapeamento de riscos climáticos
G6A: Análise de vulnerabilidades sociais
G6B: Participação de grupos vulneráveis
G6C: Equidade nas ações climáticas
F1B: Identificação e rastreamento do gasto climático

Por que isso importa

Porto Alegre já conhece parte dos seus riscos e vulnerabilidades, mas apresenta fragilidades na participação das populações vulneráveis e no rastreamento do gasto climático. O ClimaJusta organiza essas informações do Painel ClimaBrasil como sinalizador de necessidade potencial de atenção — sem afirmar pagamento, execução de obra ou atendimento a bairros quando a base não comprova, e sem medir justiça climática como veredito.

Itens pontuados

43

Registros no Painel

44

Alertas

1

15 componentes

Pontuação por componente do Painel

Médias operacionais (0/33/67/100) nos componentes G1–G7, P1–P5 e F1–F3 da metodologia oficial.

  • F1 · Financiamento

    Finanças e gastos públicos

    24.8/100 · 4 itens

  • F3 · Financiamento

    Mobilização de investimentos privados

    33.5/100 · 2 itens

  • G5 · Governança

    Engajamento das partes interessadas

    50.0/100 · 2 itens

  • F2 · Financiamento

    Captação de recursos

    55.7/100 · 3 itens

  • P5 · Políticas públicas

    Defesa civil e risco de desastre

    55.7/100 · 3 itens

  • G6 · Governança

    Justiça climática

    66.7/100 · 3 itens

  • P1 · Políticas públicas

    Estratégias de mitigação

    66.7/100 · 3 itens

  • G2 · Governança

    Estrutura governamental

    67.0/100 · 3 itens

  • G7 · Governança

    Atuação do Legislativo e Judiciário

    67.0/100 · 1 itens

  • P4 · Políticas públicas

    Políticas públicas e adaptação

    67.0/100 · 4 itens

  • P3 · Políticas públicas

    Políticas públicas e mitigação

    75.2/100 · 4 itens

  • G4 · Governança

    Coordenação horizontal e vertical

    78.0/100 · 3 itens

  • P2 · Políticas públicas

    Estratégias de adaptação

    78.0/100 · 3 itens

  • G1 · Governança

    Quadro legal e regulatório

    100.0/100 · 3 itens

  • G3 · Governança

    Gestão de riscos

    100.0/100 · 2 itens

Maiores lacunas

Itens com menor pontuação

  • 0/100FinanciamentoMobilização de investimentos privados

    F3-B · Sem progresso

    A Prefeitura de Porto Alegre mantém o Portal de Monitoramento da Reconstrução e Adaptação Climática, no qual são disponibilizados dados sobre danos estimados, recursos recebidos das esferas pública (União, Estado e Município) e andamento de obras vinculadas à recuperação e adaptação. O painel apresenta informações sobre valores solicitados, contratos firmados e execução física de intervenções como diques, casas de bombas e o Muro da Mauá. Embora esse instrumento ofereça acompanhamento atualizado de recursos e projetos públicos, não há qualquer indicação de mobilização de investimentos privados voltados à ação climática. Não foram identificados relatórios, indicadores ou plataformas que demonstrem aportes de fundos privados, concessões, parcerias ou outros mecanismos financeiros de origem não estatal aplicados em mitigação ou adaptação. Assim, as iniciativas existentes permitem alguma transparência em relação a recursos públicos empregados, mas não contemplam a dimensão específica deste item, que requer evidências claras de monitoramento e divulgação de capital privado direcionado a projetos climáticos.

  • 0/100FinanciamentoFinanças e gastos públicos

    Identificação e rastreamento do gasto climático · Sem progresso

    Em Porto Alegre, o Plano Plurianual (PPA 2022-2025) mostra ações importantes ligadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, como drenagem urbana, proteção contra cheias, defesa civil, gestão de resíduos e educação ambiental. Porém, essas iniciativas aparecem espalhadas em diferentes áreas e não existe uma metodologia clara para marcar quais despesas são, de fato, climáticas. Na prática, isso significa que o orçamento da cidade não diferencia os gastos diretos voltados para adaptação ou mitigação climática de outras despesas mais gerais. Também não há mecanismos que permitam identificar os gastos indiretos - aqueles que, mesmo sem ter o clima como objetivo principal, contribuem para reduzir riscos ou emissões - nem os gastos negativos, como incentivos que possam aumentar a poluição ou o desmatamento. Assim, ainda que existam políticas e ações com impacto positivo, o município não possui um sistema estruturado de rastreamento das despesas climáticas. Esse cenário dificulta a transparência, a comparação e a avaliação de quanto a cidade realmente investe para enfrentar a crise climática, bem como de identificar recursos aplicados em ações que vão na direção contrária.

  • 33/100FinanciamentoFinanças e gastos públicos

    F1-A · Estágio inicial

    Os instrumentos de planejamento de Porto Alegre (PPA 2022-2025, LDO 2025 e LOA 2025) contemplam programas e ações em áreas relacionadas à agenda climática, como saneamento, drenagem, defesa civil, resíduos sólidos, arborização e mobilidade sustentável. O Plano de Ação Climática (PLAC) define metas específicas de mitigação e adaptação, e o PDDUA estabelece diretrizes urbanísticas que incorporam a resiliência climática. Entretanto, não foram apresentadas evidências documentais que comprovem a alocação de recursos próprios especificamente vinculados às ações climáticas. O PLAC e o PDDUA não contêm dotações orçamentárias, e os links fornecidos para o PPA e a LDO não permitem verificar quadros ou anexos que confirmem a destinação financeira. Da mesma forma, embora a LOA 2025 esteja disponível, não foi identificada rubrica claramente dedicada à execução de recursos climáticos. Assim, o município atende parcialmente aos critérios do manual: há inserção do tema climático em seus instrumentos estratégicos e normativos, mas a comprovação da alocação financeira permanece insuficiente. Dessa forma, a classificação é de Estágio inicial.

  • 33/100FinanciamentoFinanças e gastos públicos

    F1-C · Estágio inicial

    Porto Alegre já avançou na incorporação de critérios de sustentabilidade em suas compras públicas. O Decreto nº 21.869/2023, que instituiu o Plano de Logística Sustentável, estabelece a necessidade de rever continuamente padrões de consumo e contratação, além de prever capacitação em logística sustentável. No Plano de Ação Socioambiental 2025-2026 também há evidências diretas de iniciativas para incluir cláusulas sustentáveis em editais e reduzir impactos ambientais em contratos. Essas ações mostram reconhecimento do tema e passos concretos já dados. Por outro lado, ainda faltam instrumentos normativos mais claros, como portarias ou instruções normativas, que padronizem a adoção de cláusulas ambientais em todos os editais. Também não foram identificados manuais ou guias práticos que orientem fornecedores sobre padrões de eficiência, certificações verdes, logística reversa ou mitigação climática. Além disso, não há evidências de capacitação técnica estruturada e contínua para as equipes de compras.

  • 33/100FinanciamentoFinanças e gastos públicos

    F1-D · Estágio inicial

    Porto Alegre possui alguns avanços em transparência climática, mas ainda limitados. O destaque é a Plataforma de Acompanhamento do Plano de Ação Climática (PLAC), que apresenta informações sobre valores contratados, objeto das iniciativas, fonte de recursos e estágio de execução. Essa ferramenta é positiva por ser específica para o tema climático e de fácil acesso ao cidadão. No entanto, ela não permite rastrear os valores dentro do orçamento municipal, nem detalhar os gastos de forma completa (empenhos, liquidações, pagamentos, número de contrato, credor). O Portal da Transparência e o site de Dados Abertos da Prefeitura oferecem informações gerais sobre receitas, despesas e contratos, inclusive em formatos reutilizáveis. Contudo, não há uma categorização que identifique claramente os recursos aplicados em ações de mitigação, adaptação ou resiliência climática. Na prática, o cidadão não consegue visualizar quanto a cidade efetivamente investe em clima. Após as enchentes de 2024, foram criados o Escritório de Reconstrução e o Fundo Municipal de Reconstrução e Adaptação Climática (FMRAC), com informações publicadas no Portal da Transparência. Apesar de relevantes, esses dados ainda não estão integrados a um painel consolidado que evidencie os recursos climáticos de ponta a ponta.

Alertas

Sinais para proteção, financiamento e controle

Clique no alerta para ver o comentário original do Painel que o fundamenta. Menções a recursos não comprovam pagamento, execução de obra ou atendimento a bairros.

Evidências financeiras

Orçamento, PPA, LOA, programas e valores

Evidências sociais

Populações vulneráveis e justiça climática

O ClimaJusta usa a pontuação operacional 0/33/67/100 a partir do estágio do Painel ClimaBrasil. A fila de atenção (G3, G6, P5) é um sinalizador de necessidade potencial — não ordem de benefício nem sentença de justiça climática. Não constitui classificação oficial do TCU. Menções a orçamento ou valores nos comentários não comprovam pagamento, execução de obra ou atendimento a bairros.

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