Município
Recife
Faixa de maturidade: Estágio intermediário · Média operacional 69.8/100 · Atenção #34
Fonte no painel oficial: pe-recife
Fila de atenção
Por que Recife está aqui?
Posição #34 de 51 entes do Painel · índice de prioridade 45.2
Recife aparece na posição #34 porque apresentou necessidade 17 em exposição climática (G3), 89 em vulnerabilidade (G6) e 33 em capacidade de resposta (P5), segundo os indicadores do Painel ClimaBrasil. O índice é um sinalizador de necessidade potencial de atenção — não uma sentença de justiça climática.
G3
Exposição / gestão de riscos
17
necessidade · peso 45% · maturidade 84
G6
Vulnerabilidade e equidade
89
necessidade · peso 35% · maturidade 11
P5
Capacidade de resposta
33
necessidade · peso 20% · maturidade 67
Fonte exclusiva desta posição: indicadores do Painel ClimaBrasil. Não criamos dado novo — aplicamos uma regra transparente aos componentes selecionados.
O que o Painel já mostra
Diagnóstico a partir dos indicadores-chave
Recorte direto da base oficial do Climathon para Recife.
| Indicador | Situação |
|---|---|
| G3A: Mapeamento de riscos climáticos | |
| G6A: Análise de vulnerabilidades sociais | |
| G6B: Participação de grupos vulneráveis | |
| G6C: Equidade nas ações climáticas | |
| F1B: Identificação e rastreamento do gasto climático |
Por que isso importa
Recife já conhece parte dos seus riscos e vulnerabilidades, mas apresenta fragilidades na participação das populações vulneráveis. O ClimaJusta organiza essas informações do Painel ClimaBrasil como sinalizador de necessidade potencial de atenção — sem afirmar pagamento, execução de obra ou atendimento a bairros quando a base não comprova, e sem medir justiça climática como veredito.
Itens pontuados
44
Registros no Painel
45
Alertas
0
15 componentes
Pontuação por componente do Painel
Médias operacionais (0/33/67/100) nos componentes G1–G7, P1–P5 e F1–F3 da metodologia oficial.
F3 · Financiamento
Mobilização de investimentos privados
0.0/100 · 2 itens
G6 · Governança
Justiça climática
11.0/100 · 3 itens
F2 · Financiamento
Captação de recursos
55.7/100 · 3 itens
P2 · Políticas públicas
Estratégias de adaptação
55.7/100 · 3 itens
P5 · Políticas públicas
Defesa civil e risco de desastre
66.7/100 · 3 itens
G5 · Governança
Engajamento das partes interessadas
67.0/100 · 2 itens
P4 · Políticas públicas
Políticas públicas e adaptação
67.0/100 · 4 itens
F1 · Financiamento
Finanças e gastos públicos
75.0/100 · 4 itens
G4 · Governança
Coordenação horizontal e vertical
78.0/100 · 3 itens
G3 · Governança
Gestão de riscos
83.5/100 · 2 itens
G7 · Governança
Atuação do Legislativo e Judiciário
83.5/100 · 2 itens
P1 · Políticas públicas
Estratégias de mitigação
89.0/100 · 3 itens
P3 · Políticas públicas
Políticas públicas e mitigação
91.8/100 · 4 itens
G1 · Governança
Quadro legal e regulatório
100.0/100 · 3 itens
G2 · Governança
Estrutura governamental
100.0/100 · 3 itens
Maiores lacunas
Itens com menor pontuação
- 0/100GovernançaJustiça climática
Equidade nas ações climáticas · Sem progresso
Este item visa integrar justiça climática e transição justa nas políticas públicas de mudança climática, mapeando vulnerabilidades e incluindo grupos afetados nos processos decisórios. É crucial que as estratégias climáticas considerem efetivamente os grupos mais vulneráveis e distribuam benefícios de forma equitativa. O documento "Análise dos Riscos Climáticos e Vulnerabilidades Climáticas e Estratégia de Adaptação do Recife" não identificou os grupos vulneráveis conforme os detalhamentos previstos na Metodologia Clima Brasil, impedindo a especificação de suas necessidades. Adicionalmente, não se verificou, em todo seu o conteúdo, qualquer indício de participação dos grupos vulneráveis na elaboração deste estudo. O Plano de Ação Climática do Recife carece de canais para reclamações e denúncias, o que impediria grupos afetados ou negligenciados de relatar problemas e iniciar ações corretivas. Além disso, não há mecanismos que prevejam rotinas de revisão das estratégias, nas quais as comunidades locais seriam novamente consultadas para ajustar a direção da política, que se mostrou ineficiente. A ferramenta online MOCLIMA (Monitoramento das Ações e Estratégias Climáticas), que monitora as metas de redução de carbono e as ações climáticas previstas do Plano Local de Ação Climática (PLAC), não aborda grupos de maior vulnerabilidade e nem assegura benefícios equitativos. Diante do exposto e pela metodologia empregada, classifica-se o item em exame em estágio inicial.
- 0/100FinanciamentoFinanças e gastos públicos
F1-D · Sem progresso
O Portal da Transparência do Recife configura-se como o instrumento por intermédio do qual são divulgadas informações relativas aos dados de planejamento e à execução orçamentária do município. Nesse contexto, conforme a praxe em ferramentas dessa natureza, o portal abrange dados da gestão, receitas, despesas, quadro de servidores, regularidade, licitações, contratos, convênios, demonstrativos fiscais, demonstrativos contábeis, planejamento orçamentário, bem como informações pertinentes aos setores de saúde, segurança, educação e demais áreas de despesas. As informações são estruturadas de modo a permitir que qualquer cidadão, órgão de controle ou parte interessada compreenda e acompanhe a evolução das ações relativas às despesas orçamentárias. Elas estão disponíveis em formatos padronizados, abertos, desagregados e acessíveis, visando a possibilitar sua utilização da maneira mais adequada a cada propósito (dados abertos). Entretanto, não foram identificados campos específicos que abordem orçamentos climáticos ou contratações emergenciais decorrentes de desastres. Nesse sentido, ressalta-se a aba "Consulta", que já apresenta diversas pesquisas de conteúdo pré-estabelecido, como saúde, educação, Covid-19, dentre outros, e entre estes, não constam os que tratam de mudanças climáticas e suas consequências. Em face das lacunas apresentadas no parágrafo supracitado e considerando a metodologia do Painel Clima Brasil, classifica-se o item em exame como sem progresso.
- 0/100FinanciamentoCaptação de recursos
F2-C · Sem progresso
O Programa Promorar Recife, financiado por um crédito de R$ 2 bilhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), conforme detalhado no item F2 Captação de Recursos - A, demonstra deficiências no monitoramento e na transparência da execução físico-financeira e dos resultados de suas iniciativas. Embora o sítio eletrônico do Programa Promorar Recife, em sua seção de Aquisições, forneça informações relativas aos processos licitatórios, constata-se a ausência de dados aprofundados sobre a efetiva execução dos dispêndios, o que restringe o acompanhamento e a clareza das atividades desenvolvidas. No Portal da Transparência do Recife, instrumento institucional adequado para facilitar o acesso à transparência das informações solicitadas, a seção "Consulta", que já disponibiliza diversas pesquisas de conteúdo predefinido, como saúde, educação, Covid-19, entre outros, não contempla consultas pertinentes a mudanças climáticas, tais como os financiamentos de despesas destinadas ao seu enfrentamento e suas consequências. Diante dos fatos expostos, confere-se ao item, pelos critérios da Plataforma Clima Brasil, que preceituam a necessidade de fácil acesso às informações de monitoramento e de transparência dos dados referentes às mudanças climáticas, a classificação "sem progresso".
- 0/100FinanciamentoMobilização de investimentos privados
F3-A · Sem progresso
O presente item teve como objetivo identificar a existência de mecanismos (fundos, subsídios, incentivos fiscais, etc.) por parte da Prefeitura do Recife para mobilizar financiamento climático privado (de indivíduos e empresas), visando ao alcance dos objetivos climáticos. Na seção "Agenda Climática" do sítio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife-SMAS, não foram identificados mecanismos que se enquadrem nos termos da previsão do parágrafo acima. Nesta agenda, consta o Programa de Premiação e Certificação em Sustentabilidade Ambiental do Recife, instituído pela Lei n.º 18.011/2014 e regulamentado pelo Decreto n.º 29.573/2026, que visa a reconhecer boas práticas em áreas como biodiversidade, clima, eficiência hídrica e energética, redução de resíduos e GEE, uso de materiais menos nocivos, acessibilidade, mobilidade urbana, humanização de espaços e tecnologias sustentáveis, por meio da concessão de selos de sustentabilidade (diamante, ouro, prata e bronze). Contudo, a ausência de repercussão financeira, observada neste programa, inviabiliza a mobilização de financiamento climático privado, impossibilitando sua inclusão nos mecanismos previstos no primeiro parágrafo. Diante do exposto, classifica-se este item como sem progresso.
- 0/100FinanciamentoMobilização de investimentos privados
F3-B · Sem progresso
Dada a ausência de progresso no item anterior, F3.A. "Existência de mecanismos", o presente item, "Monitoramento e Transparência", será igualmente classificado, por ser uma consequência direta da referida constatação.
Alertas
Sinais para proteção, financiamento e controle
Clique no alerta para ver o comentário original do Painel que o fundamenta. Menções a recursos não comprovam pagamento, execução de obra ou atendimento a bairros.
Nenhum alerta automático para este ente nesta rodada.
Evidências financeiras
Orçamento, PPA, LOA, programas e valores
Evidências sociais
Populações vulneráveis e justiça climática
O ClimaJusta usa a pontuação operacional 0/33/67/100 a partir do estágio do Painel ClimaBrasil. A fila de atenção (G3, G6, P5) é um sinalizador de necessidade potencial — não ordem de benefício nem sentença de justiça climática. Não constitui classificação oficial do TCU. Menções a orçamento ou valores nos comentários não comprovam pagamento, execução de obra ou atendimento a bairros.
Ver mapa completo ou metodologia.